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   Programa   

Domingo, 21 outubro, 11H00
Sé do Funchal

Missa dominical
Cecília Rodrigues, soprano
Sérgio Silva, órgão


Grande parte da música que envolve órgão foi concebida com um propósito litúrgico. À semelhança do que outros artistas do Festival de Órgão da Madeira fizeram em anos anteriores, o organista Sérgio Silva e a soprano Cecília Rodrigues colaboram numa eucaristia dominical. A música religiosa portuguesa inglesa (nomeadamente a de Edward Elgar, que era católico) poderá ser ouvida no contexto para o qual foi produzida.

  Participantes  

Domingo, 21 outubro, 11H00
Sé do Funchal

Missa dominical
Cecília Rodrigues, soprano
Sérgio Silva, órgão


 

 

 

 

 

 

 

Cecília Rodrigues

 

Cecília Rodrigues iniciou o estudo de Piano no IGL e mais tarde de Técnica Vocal, com Elsa Cortez, na mesma escola. Aos 18 anos ingressou na EMCN, onde concluiu o curso de Canto com Manuela de Sá. Prosseguiu os seus estudos na ESMAE, Porto, na classe do professor Rui Taveira, concluindo a licenciatura na ESML, Lisboa, onde frequenta atualmente o Mestrado em Ensino da Música, com o professor Luís Madureira. Trabalhou com Lucia Mazzaria, Milagros Poblador, João Paulo Santos, David Santos, e trabalha regularmente com o barítono Luís Rodrigues.
 Obteve os seguintes prémios: 2013, Prémio de Interpretação de Música Portuguesa no Concurso Internacional Cidade do Fundão; 2015, 1º Prémio e Prémio de Interpretação de Música Portuguesa no Concurso Internacional Cidade de Almada; 2017, 1o Prémio de Canto no Prémio Jovens Músicos Antena 2 - RTP. Apresentou-se como solista no festival “Sons da Água”, nas edições de 2016 e 2017, sob direção de António Costa. Colaborou com os Olisipo num concerto dedicado a Monteverdi no CCB. Realizou um recital com João Paulo Santos no festival Serões Musicais no Palácio da Pena, Sintra, posteriormente gravado para a Antena 2. Interpretou Bess, da Ópera Porgy and Bess de Gershwin, no Festival Música no Colégio 2018, com o Coral São José, Ponta Delgada. Integrou o Coro da Casa da Música e pertence ao Coro Gulbenkian, com o qual se apresentou como solista num concerto dedicado a Gershwin e na Paixão Segundo S. Mateus de J. S. Bach.

 

 

 

Sérgio Silva

 

Mestre em Música pela Universidade de Évora, Sérgio Silva começou por estudar órgão no Instituto Gregoriano de Lisboa sob a orientação de João Vaz na disciplina de órgão e de António Esteireiro em acompanhamento e improvisação. Para além dos seus estudos regulares, teve oportunidade de contactar com diversos organistas de renome internacional, tais como, José Luis González Uriol, Luigi Ferdinando Tagliavini, Jan Willem Jansen, Michel Bouvard, Kristian Olesen e Hans-Ola Ericsson. Como concertista, apresenta-se regularmente, tanto a solo como integrado em diversos agrupamentos nacionais de prestígio, tendo actuado em Portugal, Espanha, Itália, Inglaterra, França, Alemanha e Macau. Enquanto investigador, tem realizado várias transcrições modernas de música antiga portuguesa. Actualmente, desempenha as funções de docência de órgão no Instituto Gregoriano de Lisboa e na Escola de Música Sacra de Lisboa, e é organista titular da Basílica da Estrela e da Igreja de São Nicolau (Lisboa).

 

   Notas ao Orgão   

Domingo, 21 outubro, 11H00
Sé do Funchal

Missa dominical
Cecília Rodrigues, soprano
Sérgio Silva, órgão


 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sé do Funchal (Choir organ)
Dinarte Machado, 2017

 

O novo órgão de coro da Sé do Funchal resultou de uma iniciativa Cabido da Sé, no sentido de dotar a Catedral de um instrumento fundamentalmente virado para as necessidades atuais do serviço litúrgico, mas simultaneamente apto para recitais e outros eventos de natureza não especificamente litúrgica. O órgão foi instalado no transepto sul, junto do altar e do coro (enfatizando a sua eminente vocação litúrgica), mas pode rodar sobre um eixo e ficar virado para nave central.

 

O desenho da caixa, da autoria do organeiro Dinarte Machado, resulta de uma interpretação livre dos arcos ogivais da Sé e a maioria dos elementos decorativos faz referência a aspectos religiosos (nomes de santos) ou tradicionais (cestos de vime). 


O órgão, cuja versão final resultou do diálogo entre o organeiro e o Mestre de Capela da Sé, Pe. Ignácio Rodrigues, possui dezasseis registos, distribuídos por dois teclados e pedaleira. A harmonização de todos aqueles registos teve em conta não só as múltiplas funções do instrumento, mas sobretudo a adaptação à acústica do templo.

 

A conceção fónica é profundamente original, não sendo feito à imagem de outro congénere, nem identificado com uma época ou estilo. Pretendeu-se que, usando da sua diversidade tímbrica e explorando as suas capacidades, os organistas pudessem fazer ouvir este instrumento em repertório de várias épocas e compositores, assim como incentivar os compositores atuais para usarem da sua criatividade e novas obras. Esta foi a visão do seu construtor, Dinarte Machado, que considera que o órgão «oferece toda a liberdade a um organista, enquanto improvisador».

 

 

 

I Manual – Órgão principal (C – g’’’)
Flautado 12 aberto [8’]
Flauta em 12 [8’]
Oitava real [4’]
Quizena [2’]
Mistura III vozes

 

II Manual – Órgão expressivo (C – g’’’)
Flautado 12 tapado [8’]
Viola da gamba [8’]
Flauta de chaminé [4’]
Dozena [2 2/3’]
Quinzena nazarda [2’]
Dezassetena [1 3/5’]
Dezanovena [1 1/3’]
Clarinete [8’]

 

Pedal (C – f’)
Flautado de 24 tapado [16’]
Flauta [8’]
Baixão [16’]

 

Acoplamentos
I - P
II - P
II - I